Um milhão de indígenas brasileiros buscam alternativas para sobreviver
Agência Brasil Há, no Brasil, cerca de 1 milhão de indígenas de mais de 250 etnias distintas vivendo em 13,8% do território nacional. Em meio às ameaças de violência, riscos de perda de direitos em decorrência da pressão dos latifundiários, mineradoras e usinas, alguns povos indígenas lutam por mais autonomia, tentando conquistar, com a
Um milhão de indígenas brasileiros buscam alternativas para sobreviver - Varela Notícias - Conectado aos Baianos/WWW.ADUSTINAADSA.COM
Portal de Notícias de Salvador Bahia Brasil que oferece informação precisa e de qualidade sobre os assuntos mais relevantes do Estado. Tudo sobre política, polícia, esportes, social, entretenimento e variedade você encontra aqui. Varela Notícias, Conectado Aos Baianos.
Um milhão de indígenas brasileiros buscam alternativas para sobreviver
Ouça este conteúdo
0:00
02:29
Audima

(Foto: ilustrativa)
Há, no Brasil, cerca de 1 milhão de
indígenas de mais de 250 etnias distintas vivendo em 13,8% do território
nacional. Em meio às ameaças de violência, riscos de perda de direitos
em decorrência da pressão dos latifundiários, mineradoras e usinas,
alguns povos indígenas lutam por mais autonomia, tentando conquistar,
com a comercialização de seus produtos e com o turismo, alternativas
para diminuir a dependência dos recursos cada vez mais escassos da
Fundação Nacional do Índio (Funai).
Para serem bem-sucedidos, nessa
empreitada visando a venda de suas produções e a exploração dos recursos
naturais das terras indígenas (TIs), os povos indígenas têm como
desafio buscar maior representatividade no Congresso Nacional, uma vez
que cabe ao Legislativo Federal criar políticas específicas que deem
segurança jurídica para que eles consigam o desenvolvimento financeiro
do qual sempre foram excluídos.
Sustentabilidade
Alguns povos indígenas que tiveram suas
terras homologadas têm conseguido bons resultados por meio da
comercialização de seus produtos. Levantamento apresentado à Agência
Brasil pelo Instituto Socioambiental (ISA) aponta que, somente na safra
2017/2018, índios da etnia Kaiapó do Pará obtiveram cerca de R$ 1 milhão
com a venda de 200 toneladas de castanha. Outros R$ 39 mil foram
obtidos com a venda de sementes de cumaru, planta utilizada para a
fabricação de medicamentos, aromas, bem como para indústria madeireira.
A castanha rendeu aos Xipaya e Kuruaya,
no Pará, R$ 450 mil, dinheiro obtido com a venda de 90 toneladas do
produto. Cerca de 6 mil peças de artesanato oriundo das Terras Indígenas
do Alto e do Médio Rio Negro renderam R$ 250 mil aos índios da região.
Já os indígenas da TI Yanomami (Roraima e Amazonas) tiveram uma receita
de R$ 77 mil com a venda de 253 quilos de cogumelos.
Os exemplos de produções financeiramente
bem-sucedidas abrangem também os Baniwa (AM), que venderam 2.183 potes
de pimenta, que renderam R$ 46,3 mil. As 16 etnias que vivem no Parque
do Xingu obtiveram R$ 28,5 mil com a venda de 459 quilos de mel.

Nenhum comentário: