Prefeitos baianos iniciam gestões escorregando em decisões
Prefeitos baianos iniciam gestões escorregando em decisões
Por Alexandre Galvão
Os primeiros dias de gestão de alguns prefeitos baianos foram de erros
que saltaram os olhos.
Em menor ou maior escala, alguns deles
“escorregaram” já nos primeiros dias à frente das prefeituras.
Em Camaçari, Antônio Elinaldo (DEM) conseguiu romper a hegemonia do PT
numa das maiores cidades do estado. Ao chegar à cadeira do prefeito,
disse ter encontrado uma cidade suja. Para solucionar o caso, fez um
contrato emergencial com uma empresa de um aliado político: Vitor Souto,
filho do ex-governador Paulo Souto.
Também demista, Fernando Gomes resolveu dar tons “familiares” ao seu
secretariado em Itabuna. O prefeito nomeou esposa, filhos e parentes
próximos para comandar pastas importantes da sua gestão. A ação chamou
atenção de membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O prefeito
alega que as nomeações não são irregulares.
Em Salvador, o bem avaliado ACM Neto (DEM) começou o ano com aumento de
tarifa. A medida, apesar de prevista em contrato, não foi bem
comunicada e a população foi surpreendida pelo acréscimo de R$ 0,30 na
passagem.
Em Guanambi, Jairo Magalhães (PSB) conseguiu barrar a eleição quase
ganha de Nilo Coelho (PSDB). Como forma de agradecimento, resolveu
“entregar” a chave da cidade a Deus. A medida pode até ter agrado a
alguns moradores do município, mas deixou o Ministério Público e parte
do PSB “na bronca”.
Prefeita da maior cidade comandada pelo PT na Bahia, Moema Gramacho, em
Lauro de Freitas, exonerou depois de quatro dias o secretário de
Educação. Sem explicar o motivo, coube ao demitido expor os motivos:
problemas jurídicos. Pode voltar.

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