Mulher é presa em flagrante em hospital por exercício ilegal da medicina de Canudos
Bahia
Mulher é presa em flagrante em hospital por exercício ilegal da medicina de Canudos
Éricka Ferreira de Melo, 31 anos, usava o CRM de outra médica, uma anestesista que trabalha em Salvador
Uma mulher que se apresentava
como médica foi presa em flagrante na noite deste sábado (15)
no Hospital Municipal de Canudos, no Nordeste da Bahia, acusada de
exercício ilegal da medicina. Éricka Ferreira de Melo, 31 anos, atendia
como plantonista na unidade e usava o CRM (registro profissional junto
ao Conselho Regional de Medicina) de uma médica anestesista de Salvador.
De acordo com um funcionário do Hospital
Municipal de Canudos, que não se identificou, Éricka foi presa por volta
das 20h dentro do hospital. "O ocorrido foi ontem (sábado), mas ela
estava no plantão desde quinta-feira (13), já era a terceira ou quarta
vez que ela aparecia aqui. Segundo o delegado de polícia, foi uma
denúncia da verdadeira Érica, que é médica", disse.
Ele não soube dizer como a falsa médica se
apresentou para a contratação. No entanto, disse que ela usava o nome e o
CRM da médica Erica da Cunha Barros. O CORREIO tentou falar com a
diretora do hospital, mas ela não quis dar entrevista. A falsa médica,
Érica Ferreira de Melo, é natural de Matina, Minas Gerais e disse ter se
formado em medicina na Bolívia, segundo o funcionário.
A
reportagem também apurou que a verdadeira médica é anestesista e
trabalha no Hospital Eládio Lasserre. O CORREIO procurou o delegado
Paulo Jason de Melo Falcão, titular da Delegacia de Euclides da Cunha,
vizinha de Canudos, mas ele não foi encontrado.
Já o Conselho Regional de Medicina da Bahia
(Cremeb) informou que não atua contra falsos médicos, o que é
atribuição da polícia. No entanto, é comum que médicos na situação da
profissional que teve o CRM usado indevidamente registrem queixa junto
ao Conselho. Nestes casos, o Cremeb busca a diretoria da técnica da
unidade que fez a contratação e encaminha o caso ao Ministério Público.
Até a noite deste domingo (16), o Cremeb
não havia recebido nenhuma queixa formal, mas o órgão informou que irá
procurar o médico que atua como diretor técnico do Hospital Municipal de
Canudos para verificar de que forma foi feita a contratação da falsa
médica.
O Cremeb informa ainda que, em caso de dúvida, o paciente deve procurar o serviço de busca de médicos no site da instituição
e verificar se há registro por nome, especialidade ou pelo número do
CRM. A maioria dos médicos cadastrados possui uma foto na ficha - não é o
caso da anestesista Érica da Cunha Barros.
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