PF deflagra operação contra desvios na educação em três estados e DF

Operação Águia de Haia ocorre na Bahia, Minas Gerais e São Paulo.
4 mandados de prisão e 96 de busca e apreensão devem ser cumpridos.

Águia de Haia: PF tem ‘certeza’ de corrupção de prefeitos e secretários
Foto: Luiz Fernando Teixeira / Bahia Notícias
Os delegados federais Fernando Bebert e Fábio Muniz afirmaram, nesta segunda-feira (13), que têm “certeza” da participação dos prefeitos e secretários de Educação no esquema que desviava recursos do Fundeb – fundo de verba da educação. Durante coletiva realizada na sede da Superintendência da Polícia Federal em Salvador, os delegados informaram que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em  25 são baianos. Na primeira fase da Operação Águia de Haia, foram identificados contratos fraudulentos que envolvem até R$ 57 milhões. “Os projetos licitatórios eram completamente fraudados, desde a licitação até o edital. Nós temos certeza da participação dos prefeitos, dos secretários de Educação e do pregoreiro”, disse Muniz. As investigações apontam que os contratos já chegavam “prontos” para serem assinados. O fluxo de dinheiro saía das prefeituras para as empresas, e então para os intermediários, que aliciavam as prefeituras. De acordo com o delegado, ainda não houve prisão efetivada de prefeitos ou parlamentares e, por causa do sigilo da operação, os nomes não serão divulgados. Os empresários presos moram na Bahia e Minas Gerais.


Foi deflagrada nesta segunda-feira (13) uma operação da Polícia Federal contra desvios de recursos federais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A operação Águia de Haia, liderada pela Superintendência da Polícia Federal na Bahia, visa cumprir 96 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão preventiva nos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo, além doDistrito Federal.
De acordo com a PF, a operação tem o objetivo de desarticular a organização criminosa que forjava licitações e desviava recursos federais do Fundeb, com o apoio de agentes públicos e mediante o pagamento de propina. Ainda segundo a PF, os integrantes da organização atuam desde 2009 e iniciaram as atividades em São Paulo, depois migraram para Minas Gerais e, em 2010, estabeleceram a base principal de atuação na Bahia.
A investigação da Polícia Federal verificou a atuação da organização criminosa em dezoito municípios da Bahia, um em Minas Gerais e um em São Paulo, entre os anos de 2010 a 2014. Nas cidades baianas já existem provas da atuação do grupo e o montante de verbas públicas desviadas atinge a quantia de pouco mais de R$ 57 milhões.
Os responsáveis pelas fraudes serão indiciados por crimes licitatórios, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha, entre outros delitos. Cerca de 450 policiais federais participam da operação. De acordo com a PF, uma coletiva para detalhar a operação será realizada no auditório do órgão, em Salvador, às 11h desta segunda-feira.
Do G1 BA/Reprodução blog adustinaadsa.com

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